
Pares e ímpares: elas e eles na História das Artes e das Literaturas
I Curso Breve no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
N O T A S C U R R I C U L A R E S

Sandra Leandro
Historiadora de Arte. Directora do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, desde Abril de 2021. Professora Associada na Universidade de Évora, onde lecciona desde 2001, é membro integrado do IHA FCSH, NOVA/IN2PAST. Tem-se dedicado especialmente ao estudo da Pintura, Desenho Humorístico, Teoria e Crítica de Arte, Museologia, Escultura e Mulheres Artistas em Portugal. Doutorada pela Universidade Nova de Lisboa com a tese Joaquim de Vasconcelos (1849-1936) Historiador, Crítico de Arte e Museólogo (2008) é licenciada e mestre, pela mesma instituição, com a dissertação Teoria e Crítica de Arte em Portugal (1871-1900) (1999). Dos diversos trabalhos publicados refiram-se as obras colectivas Mulheres Pintoras em Portugal, (2013), Mulheres Escultoras em Portugal, (2016) e Artistas Plásticas em Portugal (2020). Tem realizado o comissariado de exposições de investigação desde 1998.
Raquel Roque Gameiro - Nativa de S. Tomé, 1953. Desenho aguarelado s/ papel. © Col. Particular.
Aline Gallasch Hall de Beuvink
Aline Gallasch-Hall de Beuvink é professora auxiliar e coordenadora da licenciatura em História da Universidade Autónoma de Lisboa e investigadora (CIDEHUS-UAL/CICH). Fez o Doutoramento sobre A cenografia e a ópera em Portugal no século XVIII: os teatros régios, 1750-1793, na Universidade de Évora e foi professora na Faculdade de Letras e na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (entre 1999 e 2010), onde fez a Licenciatura em História da Arte (com um trabalho de investigação sobre Mulheres pintoras portuguesas do Século XVIII) e Mestrado em História e Cultura Pré-Clássica. Tem vários artigos em revistas e publicações científicas nas suas áreas de interesse, bem como conferências em vários congressos nacionais e internacionais. Publicou vários artigos e livros sobre mulheres artistas portuguesas setecentistas, arquitectura do século XVIII e teatros régios, tendo outros no prelo.

Jacques-Louis David - Mademoiselle Guimard como Terpsichore, 1773 - 1775. Óleo s/ tela. © WikiCommons

Vanda Anastácio
Vanda Anastácio é Professora Associada com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é membro integrado do Centro de Estudos Clássicos da mesma Universidade. As suas áreas de interesse são Crítica Textual, Literatura Portuguesa dos séculos XVI a XVIII, escritoras de língua portuguesa 1500-1830, Relações luso-brasileiras (sécs. XVI-XIX) e Relações ibéricas no século XVII. É autora de publicações sobre as áreas acima mencionadas, bem como de edições críticas de obras de autores portugueses do período moderno (sec. XVI-XVIII).
Jean-Baptiste Gérard - Retrato da Marquesa de Távora, c. 1770. Óleo s/ tela. © WikiCommons
Andreia Santos Silva
Doutoranda em História da Arte na Universidade de Évora com a tese (Des)conhecidas da colecção. As mulheres artistas do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo. Mestre em História da Arte (FCSH-UNL) com a dissertação Ofélia Marques (1902-1952): mulher artista no modernismo português. A menina Ophelia Cruz que é hoje Ofélia Marques e Licenciada em História Moderna e Contemporânea (ISCTE-IUL). É membro colaborador do CHAIA-UÉ. Foi bolseira de doutoramento do MNFMC no âmbito do programa FCT/DGPC/ MMP (Abril, 2022-Abril, 2026) (PRT/BD/153507/2021).

Margherita Caffi - Natureza morta de rosas, túlipas e outras flores num vaso de bronze num parapeito, S/d. Óleo s/ tela. © WikiCommons

Helena Souto
Helena Souto é professora emérita do IADE-Universidade Europeia. Os seus trabalhos de investigação têm contribuído para o conhecimento da História do Design em Portugal. Foi uma das responsáveis científicas do Projeto Europeu “MoMoWo – Women’s creativity since the Modern Movement” e Investigadora Responsável pelo projeto financiado pela FCT, “Design em Portugal (1960-1974)”; posteriormente, participou na equipa do projeto também financiado pela FCT, “Mulheres Arquitetas em Portugal”. Em curadoria, cocomissariou exposições e respetivos catálogos (Museu Nacional do Azulejo; Fundação Portuguesa das Comunicações; Museu do Design). Autora de monografias e de vários artigos publicados em obras coletivas, nacionais e internacionais, como são exemplo, o artigo “Portuguese Design” (The Bloomsbury Encyclopaedia of Design, 2016) ou, recentemente, o ensaio, “Maria Keil (1914-2012)”, in Women Graphic Designers: Rebalancing the Canon (Bloomsbury, 2025).
Maria Keil - Painel de azulejos, 1963. Corda seca. Museu Nacional do Azulejo. Nº inv. MNAz 1628 Az. © WikiCommons
David Santos
É historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea
Doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2014).
É atualmente Diretor Científico do Museu do Neo-Realismo e Diretor de Cultura na CM Vila Franca de Xira.
Foi Curador da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, entre 2020 e 2022.
Foi Subdiretor Geral do Património Cultural, de 2016 a 2020.
Diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, de 2013 a 2015.
Diretor do Museu do Neo-Realismo, de 2007 a 2013.
Foi curador geral da BF16 (Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, 2016) e do ciclo “The Return of the Real” (MNR), entre 2007 e 2012. Foi ainda curador, entre outras, das exposições individuais de Nuno Cera, Sara & André e de Daniel Blaufuks, realizadas em 2014, no MNAC-MC.
Publicou Marcel Duchamp e o readymade – Une Sorte de Rendez-vous (Assírio & Alvim, 2007), A Reinvenção do Real – Curadoria e Arte Contemporânea no Museu do Neo-Realismo (Documenta, 2014), e A Palavra Imperfeita – Escritos sobre artistas contemporâneos (Documenta, 2018). Foi crítico de arte nos semanários Já (1996), O Independente (1997-2000), e nas revistas Arte Ibérica (1997-2000), “artecapital.net” (2006-2007), Arqa – Revista de Arquitectura e Arte (2000-2013) e “contemporanea.pt” (2016).

Clara Menéres - Papisa ou Coincidentia Oppositorum ou Energia I, 1980. Mármore amarelo de Negrais. Museu Calouste Gulbenkian - Coleção Moderna. Nº inv. 83E907. © WikiCommons